: Água...

: moro em Santos e São Paulo;
: nasci em março de 1982;
: sou redatora publicitária desde que escolhi, e desenho coisinhas desde que sou filha única (sempre)
: eu namoro um cara pra lá de batuta;
: assim como grande parte das mulheres, sou viciada em chocolate;
: adoro cinema, mas alugar DVD também é legal;
: finais de semana são quase sempre bem preguiçosos;
: juntar amigos, viagens, praia e conversas de bar é meu ideal de felicidade;
: quando eu for rica, colecionarei sapatos;
: Pearl Jam e Los Hermanos são coisas maravilhosamente inexplicáveis;
: fundadora do movimento anti-salsicha;
: fotomaníaca.

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Sábado, Janeiro 13, 2007


Se eu soubesse o que falar sobre o mundo, confesso que falaria mais. É claro que tenho sim opiniões sobre o Saddam, sobre a Cicarelli e até mesmo sobre o BBB7. Mas já tem gente demais falando bobagens a granel por aí, principalmente pela internet. Por isso na maioria das vezes limito-me à minha vidinha insossa aos olhos de muita gente.

Ano novo (nem tão novo assim), post novo. O James Brown ainda não foi enterrado e eu, apesar da minha ausência dos últimos tempos, também não fui. Se eu procurar até que tenho coisas pra contar, mas sabem como é né, quero evitar a fadiga de ter que explicar meus pensamentos mais complexos. Vou então cair no vício de traçar minhas metas para 2007.

1. Eu me preocupo. Com a minha mãe, com o aquecimento global, com a violência, com a falta de ética, com a minha relação com amigos, com meu namorado, com o futuro e com a minha conduta. Em 2007 quero me preocupar menos por agir mais.

2. Eu tenho desejos. Consumistas, idealistas, carnais, profissionais, gastronômicos, intelectuais, egoístas e sociais. Em 2007 quero ser mais fiel às minhas vontades.

3. Eu quero mudar. De roupas, de apartamento, de rotinas, de hábitos, de postura, de cabelo, de país, de realidade, de vida. Em 2007 quero mudar o que fizer sentido.

4. Eu gosto. Pô, são tantas as coisas que eu gosto. Em 2007 quero encontrar mais coisas, pessoas e lugares gostosos.

::

Lendo o que escrevi até agora, vi que tenho mania de simplificar minhas idéias. Ou então que eu pensava mais, sei lá. Talvez, quando percebi que minhas idéias incomodavam, achei que não valesse a pena impor meus pensamentos. E de tanto fingir que não pensava, acabei por não pensar mais. Talvez, se eu voltasse a ter disposição de me machucar mais vezes, eu me machucasse menos intensamente.

Bla blá blás....

Feliz 2007 a todos.
conta gotas:


Quinta-feira, Novembro 16, 2006

Triste perceber que não o suporto, que o destino é algo estranho a mim.

Mas ao acaso reservo o prazer da descoberta, às surpresas inesperadas desejo o melhor, ao fado que todos carregamos por que não a inconstância? E o que de poético há em se viver dessa forma, com tantos dissabores e desamores por nos circundar?

Coletânea de palavras soltas ao vento, sem concordância ou sentimento, pensamento apenas por pensar. E onde quer que meu tempo esteja, queira Deus que um dia eu veja o que um dia pude sonhar.



conta gotas:


Sábado, Setembro 30, 2006

Meu namorado me deu o iPod desejado do último post. Lindo, preto, 30 Gigas de espaço e muito o que aprender sobre ele.

Na noite seguinte, ouvindo e cantando Tom Jobim, percebo o que já sabia: odeio Manuel Carlos! Tive a coragem e petulância de adiantar algumas músicas lindas simplesmente porque me faziam lembrar de uma Helena qualquer andando pelo Leblom. Bah!

Voltando ao mundo real, simplesmente cansei! Chega de imparcialidade da imprensa e sujeira na política. Não vou mudar meu voto não só por fidelidade, mas também por não ver alternativas reais para um país melhor. Não me vendam um ¿país decente¿, por favor, não subestimem minha memória. Amanhã to lá, em frente à urna, exercendo meu direito de decisão e torcendo para que seja um fim.

E essas são minhas opiniões. Opiniões que ultimamente têm me trazido um certo transtorno. Já fui melhor em escrever meus pensamentos, maquiar meus sentimentos, publicar meu ponto de vista. Aliás, sinceramente, já fui melhor em muitas coisas.

conta gotas:


Terça-feira, Setembro 12, 2006

Nessa época de turbinadas, tive que me render: turbinei este meu blog colocando meu flickr e meu last.fm à mostra. Vejam aí, à esquerda.

Mas também preciso deixar público algumas opiniões e conselhos.

: vai mudar de emprego e a empresa pede para que você abra uma empresa, para que possa fornecer notas em seu nome? Prepare-se para muitas dores de cabeça, contadores falando uma língua que você não conhece, pagar coisas que não entende, ter a sensação de pagar mais do que ganha, despesas e mais despesas extras.

: é normal, é supernormal ter um surto consumista e perceber que todas as coisas que você quer, assim como todas as coisas que você precisa, são pra já! Eu, por exemplo, preciso de óculos novos (um de grau e um de sol), um coturno novo, um iPod, um novo acento para vaso sanitário, um carro, um computador também em São Paulo, calça nova (sempre), um corte de cabelo, mantimentos, um scanner e um clone.

: e ser amiga de verdade é o que? Dar apoio mesmo sem concordar com a atitude de uma amiga ou falar o que acha, sem papas na língua, e agüentar possíveis conseqüências? Estou nessa dúvida há dois meses. A certa ¿raiva¿ está passando e a preocupação aumentando. Mas eu simplesmente não decidi fazer NADA!

: eu não to nem aí pra quem o Ronaldo namora. Eu não suporto a Heloísa Helena. Supermercado é chato, chato, chato pra cacete! Eu não consigo ler meu livro. Eu ainda não vi Lost. Qual a lógica em ser obrigada a ver ¿o homem do aerotrem¿ todo dia? Peroba neles!
conta gotas:


Quarta-feira, Setembro 06, 2006

Hoje no ônibus, presenciei o diálogo de um casal. Depois de ela abraçar e beijar seu namorado, ele se levantou. Ia descer antes dela.

Ela, apaixonadíssima, diz a ele: Te amo, tá?
Ele, confirmando que recebeu a informação diz: .

Na minha simples posição de espectadora, achei que só aquilo já bastava. Mas ela, que provavelmente (assim como eu) não ficou muito contente com a resposta, abriu mão da espontaneidade dele e continuou: Você me ama?

Ele, já na escada e notoriamente de saco cheio disse: Amo! (Eu, assistindo, quase consegui ler um balãozinho saindo da cabeça dele como quem diz "que saco!")

Juro que na hora pensei em olhar pro lado e dizer: Ama nada!. Mas por que ela acreditaria em mim em vez de acreditar no cara que ama, não é mesmo?
conta gotas:


Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Sou daquele tipo de menina que é contra várias coisas de nossa atual cultura de massa. Sou contra as bundas televisivas, contra a padronização de mulheres que aderem à chapinha, contra o culto ao corpo e todas estas epidemias de imbecilidade que assolam nosso mundo.

Mas nesta semana, me peguei duas vezes sendo uma meninha fresca. Fui ao cartório, fiquei na fila e, enquanto esperava minha senha, me deparei com um desastre: minha unha estava quebrada! E unha quebrada é uma coisa realmente chata, porque engancha em tudo quanto é canto e me faz encarar aquilo como a coisa que eu preciso resolver antes de qualquer coisa na minha vida.

Como se não bastasse para ressaltar minhas frescuras femininas, fiz algo realmente estranho para mim. Desisti de pechinchar preços e entrei na primeira drogaria do caminho para comprar um determinado creme firmador para a pele porque "não podia ficar mais nenhum dia sem aquilo". O.o

Ok, preciso dizer o seguinte: tenho opiniões e vaidades. Não vou viver em função do meu corpo, mas também não vou deixá-lo em estado de abandono. Também não vou abandonar meus chocolates, mas também não espero fazer um corpão caber numa roupinha. E de manhã, enquanto passo meus cremes, escuto o Jornal da Manhã pelo rádio para saber das notícias do dia.

Pronto, disse, agora me sinto melhor. Obrigada pela atenção de vocês.
conta gotas:


Sexta-feira, Agosto 11, 2006

Muito tempo que não escrevo por aqui e o tema hoje é política. Acompanho, mesmo que por cima, as notícias do Brasil e do mundo. Sobre a presidência, sei que o Alckmin ta caindo, que a Heloisa Helena está subindo e que a minha paciência está acabando antes mesmo de o jogo começar.

Por quê?

Porque mais inconsistente do que os discursos e promessas de Dona Revolucionária do PSOL é a opinião política dos eleitores. É um vazio tão grande, uma falta de interesse tão grande que a disputa vai ser, creio eu, entre campanhas. Entre Propaganda mesmo, meus senhores!

Isso deveria enobrecer minha querida profissão ¿ sou publicitária ¿ mas simplesmente envergonha meu igualmente querido país. E estou falando com base em dados atuais, não cheguei ainda na falta de memória generalizada. Estou só falando de uma coleção de papagaios que hoje podem mais do que já puderam antes, mas continuam a repetir palavras manipuladas que acabaram de escutar.

E mais uma vez fica claro que esta mania de generalizar com ¿o povo menos esclarecido, de baixa escolaridade¿ cai por água abaixo. Esta semana, por exemplo, me surpreendi ao ouvir de uma pessoa com quem convivo todos os dias. Segue, mais ou menos, o diálogo:

P. no sofá, vendo o SPTV:
- Nossa, o Serra não é mais o prefeito de São Paulo?
Eu:
- Nossa, em que planeta você esteve?
P:
- Quem é então?
Eu:
- O Kassab, que era vice dele.
P:
- Como é que é?
Eu:
Pó, isso saiu em tudo quanto é canto. Logo depois de todo aquele vai-não-vai sobre quem seria o tucano candidato à Presidente, ele abandonou o cargo ¿ que tinha prometido não deixar ¿ para se candidatar ao governo do estado. E assim, estado e capital estão nas mãos de PFL.
P:
- Aliás, quem é o governador?
Eu (cada vez mais assustada):
- Como quem?! O Cláudio Lembo oras!
P:
- Não. O Lembo não é secretário da segurança?

Obs: P. teve sua identidade protegida. preciso dizer que é uma pessoa graduada e pós-graduada.

Minha esperança é que, em outubro, a guerra de propagandas tenha um bom resultado. Porque se depender da consciência política de nossos brasileiros...
conta gotas:


Terça-feira, Julho 18, 2006

Vim aqui, especialmente, mandar um ENORME OBRIGADA para minha sogra, que acaba de me poupar não só uma ida às Casas Bahia como algo em torno de R$ 500,00.

Sogrita, valeu mesmo! Já descobri porque sei filho é o máximo! ;)
conta gotas:


Segunda-feira, Julho 10, 2006

¿- Como se sente, Água...?
- Como um cocô seco. Daqueles que nem mesmo fedem.¿
conta gotas:


Quinta-feira, Julho 06, 2006

Pensando agora, com mais calma, talvez eu precisasse disso.

Se eu voltar no tempo exatamente 1 mês, vou encontrar muitas, muitas coisas diferentes: o carro, o emprego, o pai, a empresa, a copa, o dinheiro, o apartamento, o gato, o corpo, uow! Tudo mudou!

Mas tá... Considerando aquele ritmo em que estava, mudanças eram bem vindas. Mas não toooooodas essas mudanças, não tantas em um intervalo tão pequeno, não um equilíbrio tão grande entre as coisas boas e ruins.

A questão é: NÃO ESTOU RECLAMANDO. Agora, minha obrigação comigo mesma é pensar. Pensar muito bem no quanto eu quero mudar minha vida de agora em diante. Se eu quiser mesmo, este é o momento. Mas não quero conquistar coisas que desejo sendo imprudente ou, até mesmo, filha da puta com uma outra pessoa.

Que eu seja inteligente o suficiente para fazer minhas escolhas. Que eu seja rica o suficiente para poder bancá-las.

E que um Tsunami desse demore um pouco para acontecer de novo.
conta gotas:


Sexta-feira, Junho 30, 2006

Eu no cinema ontem. O filme: A Concepção.

A proposta alternativóide e a crítica que o colocava como "inspirado em Trainspotting" me deixaram curiosa. Mas alguns estereótipos de filme brasileiro estavam lá, bem presentes. Afinal de contas, bundas, pintos, seios e palavrões estão sendo fucking globalizados.

O filme é bom, mas dá uma certa agoniazinha. O mundo é podre, orgias existem e teoricamente eu já sabia. Mas ver aquilo ali, em uma telona máster power me deixaram um pouco constrangida. "Oh meu Deus, estou vendo putaria e paguei por isso!"

Aliás, experimentem o pão de batata com recheio de cheddar do HSBC Belas Artes. Eu curti! ;)
conta gotas:


Quarta-feira, Junho 28, 2006

Como se eu estivesse calçando um sapato menor que meu pé, esses dias têm passado e deixado um certo desconforto. "Tudo bem? 'Tudo' é coisa demais."

Não me julguem maníaca depressiva, vocês não me conhecem. Nem mesmo eu me conheço, não me julguem.

Sinto falta de pessoas, de épocas, da minha coragem de mandar tudo à merda. Sinto falta de um lugar só meu, com a minha cara e as minhas coisas. Com cada um, tenho uma relação de dependência diferente. Onde estão minhas escolhas?

Vou escolher o plano de saúde se ele incluir psicólogos.

Não, eu não vou conversar sobre este post. Por uma questão de privacidade e respeito. Simples.
conta gotas:


Terça-feira, Junho 20, 2006

.[o importante é que emoções eu vivi].

A semana passada teve, sem dúvidas, muitas emoções. Talvez eu devesse esquecê-la, mas não resisto e vou escrever aqui para, quem sabe, ler no futuro.

Segunda, dia dos namorados:
. Aproveitando que o apartamento era só nosso no domingo, comemoramos antecipadamente. Fiquei mesmo concentrada só no último dia de meu trabalho, que foi bem normal. Apenas um chororó rapidinho, mas nada que me deixasse abalada.

Terça, o dia da tensão:
. Começo em meu novo emprego em pleno dia em que o Brasil estréia na copa. Enquanto espero, na recepção, meu chefe chegar, vejo que 90% das pessoas chegavam de verde e amarelo. ¿Que gente animada!¿, pensei eu; minutos depois a moça comenta ¿Quase esqueço do comunicado de que era pra todo mundo vir com as cores do Brasil!¿. (Pois é, comecei mais fora d¿água do que imaginava)
. Correria, trânsito, expectativa e zás. Assisto a um joguinho tenso, enquanto minha lasanha demorava mais de uma hora para ficar pronta. Eu, mais verde que o espinafre, fiquei mais feliz quando a bendita ficou pronta do que quando o juiz apitou o final de jogo.
. quase meia noite, ou meia noite e alguma coisa, toca meu celular. ¿Alô, Água...? Sou eu, sua prima. Liguei pra avisar que seu pai morreu.¿ Não, nós não éramos próximos. Passamos 12 anos sem nos falar e já estava completando 1 novo ano que não nos falávamos mais (até porque, faltava assunto). Mas ele, que dizia ter esclerose múltipla, foi internado com infecção na bexiga (estava urinando sangue) e, pelo que minha irmã falou mais tarde, descobriram também cirrose e câncer em metástase. Eu não sei ainda dizer se fiquei triste, só sei dizer que não conseguia parar de chorar; um choro sonoro, doído, totalmente involuntário. Que aliás aumentou quando eu percebi que não teria o suporte que precisava naquela hora.

Quarta morna, tudo muito estranho:
. Depois de muito chorar, depois de pouco dormir, lá fui eu para meu segundo dia de trabalho. Cara inchada, tudo parecia meio azedo. Foi um dia chato, porque eu estava chata, porque eu estava triste e porque eu estava com raiva.
. À noite, um pedido de desculpas extremamente sincero me colocou um pouco no eixo.

Quinta de colo:
. Bola pra frente e a vida continua, certo? Então fomos andar de carro e almoçar no shopping, antes que eu fosse pra Santos.
. Minha mãe, que até agora tinha demonstrado grande calma pelos acontecimentos de terça, já não estava mais tão calma. Efeito retardado mesmo, bateu um pouco de tristeza. O meu papel ali não era o de pedir colo, era o de lembrar que há quase 15 anos nossa família era só nós duas. Fazer o racional ser maior que o emocional é uma tarefa difícil.

Sexta de compras:
. Shopping, uma calça, dois tênis, um milk shake de ovomaltine e tudo volta ao seu ritmo normal.
conta gotas:


Segunda-feira, Junho 05, 2006

.[De volta aos embalos de sexta à noite].

Pois é, na verdade eu não estava animada para a tal festa. Mas a Mazzetti - amiga que agora mora na Alemanha - estava aí pelo Brasil e a gente tinha combinado que daria uma festa.

Durante o dia, vesti uma saia justa. Entre alimentar o ciúmes do namorado de uma amiga ou manter alguma amizade com um cara legal eu preferi chamar o cara (com a permissão da amiga). Alguma coisa (que até agora eu não sei) aconteceu e acho que magoei a amiga.

Mas, como previsto, a festa aconteceu e foi legal. Tinha bebida a valer, tinha pessoas muito legais e tinha alegria no ar (ui! Que bicha!). Conversas e mais conversas, que continuaram mesmo depois da hora em que eu decidi dormir (umas 4h).

No dia seguinte, zona e sujeira, mais de 100 fotos tiradas e preguiça. Mas eu adorei! Algumas coisas merecem destaque:

. não sei o que aconteceu com meu casal de (muito) amigos, mas eu realmente acho que fiz certo chamando o moço.
. meu namorado - que a cada dia amo mais - tava cansadíssimo. Mesmo assim, aproveitou um pouquinho da festinha e depois foi dormir. Eu continuei conversando lá até altas horas, e nada de ciúmes.
. uma das meninas, que fazia tempo que eu não via, estava de visual novo. Toda bonitona.

Foi bom curtir os amigos. Preciso descobrir como fazer isso com a galera de Santos.

conta gotas:


Sexta-feira, Maio 19, 2006

.[Vou sentir falta dos CDs].

Não é nostalgia nem conservadorismo, mas hoje em dia tudo é mp3. Eu gosto de CD, sabe? Gosto de ficar nervosinha tentando tirar o plástico que lacra, gosto de sentir o cheirinho do encarte, gosto de ver detalhes do encarte. O melhor do CD é o encarte, minha gente!

Pearl Jam (banda de "Eddie the Perfect"), por exemplo, faz coisas maravilhosas para envolver o tal do Compact Disc. Papelão, fotos estranhas, texturas, formatos, dobras. Até o cuidado pra não estragar o bendito encarte nos ganchinhos da caixinha representava uma relação mais íntima sua com a sua banda e suas músicas recém compradas.

E a caixinha mesmo, a preocupação em não quebrar os dentinhos nem rachar o plástico. Antes você emprestava um CD pra um amigo e dizia "toma cuidado, hein?". Era quase que uma prova de confiança emprestar um CD, era como se depois disso a amizade ficasse mais verdadeira. Mas agora, as pessoas saem por aí passando músicas, mandando arquivos zipados, se estragar dane-se: é só baixar de novo. Ora, mas que falta de respeito, não?!

Essa coisa dota de baixa daqui, pega dali, compartilha de lá é uma grande suruba. Ótimo para funks e axés, mas o roquenrou da história onde fica? E aquela coisa de esperar o CD chegar na loja e comprar e se exibir para os amigos e zás? Onde fica a emoção?

Confesso que entrei nessa modernidade toda também. Assumo que acho o iTunes uma coisa genial, que montei meu Last.fm outro dia, que escuto lançamentos pela dona rede e que um dia trocarei meu bom e velho discman por um mp3 player de Gigas incontáveis. Confesso até que no começo dessa coisa toda eu tinha Napster!

Mas agora, pensando que assim como a água e a banana a tendência é de que os CDs desapareçam da face da Terra, acho que sou uma criminosa. Quando eu me der conta de que as músicas não estão mais numa coisinha com arco-íris, que você não precisa mais pensar em não riscar sua coleção, que música não é mais um patrimônio da sua casa, puxa! Neste dia eu vou chorar.
conta gotas: